terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Novidades...

Mudanças na estrutura do blog,
inclusão de vídeos do 2º experimento
novos vídeos do 1º,
fotos do Festival Sem Paredes.

Pra pesquisar, ver, assistir, digerir, comentar...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011


“São os violentos que conquistam o Reino dos Céus.”
(São Mateus, 11, 12)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Novo trabalho de Fotografias - CCJF - Rio


Fico pensando se a fotografia......... 

Se ela realiza espetáculos ou especula a realidade. Ou cria universos, ou desfaz o real pela imagem. Uma vez que esses contrapontos são instalados, o trabalho acontece. Nunca pronto. Nunca realizável. Sempre em cena. Basta que a singularidade crie a sua moldura. O limite é a subjetividade. O corte é seu. É meu. É da vista. 

Eu não duvido mais que dentro da câmera existe força. E fora também. 
Assim como não duvido nunca que dentro dos homens existe instinto
E fora também. 

Este trabalho em parceria com o 1° experimento, vem trazendo à tona minha atenção para os instintos. Para aquilo que é irrealizável na mente, na programação e no script social das vidas. Força e violência aparecem como comportamento, em cena. 


Novo trabalho de fotografias, pessoal! 3° experimento realizado no Centro Cultural da Jusitiça Federal, no Rio de Janeiro - Programação da 8 edição do Zona Oculta - Entre o Público e o Privado. Confiram no menu FOTOGRAFIA


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

dia 12/08 no Rio - Centro Cultural da Justiça Federal



Estaremos no dia 12/08,
sexta feira,
no Centro Cultural da Justiça Federal, Rio de Janeiro,
às 19h.
A entrada é gratuita.

Endereço:
Avenida Rio Branco, 241 - Centro
Rio de Janeiro / RJ

quinta-feira, 7 de julho de 2011

olha o Foucault aí, gente...



tenho lido....
Bernardo e Foucault, tudo a ver.







Vigiar e Punir, pag. 76
na Segunda Parte: PUNIÇÃO; Cap I: A Punição Generalizada




domingo, 12 de junho de 2011



Novo trabalho na sessão FOTOS, pessoal!
Confiram!!..... 





Continuo na força do pulso para firmar as marcas de mais uma apresentação. Dessa vez, são as fotos do Corredor Cultural, em Juiz de Fora - MG. São várias extensões desta violência, traduzidas em conceito e imagem. Mas, o que é a imagem senão a força que entra e sai da vista? Pois os psicanalistas gostam de argumentar que "o olhar é a extensão do toque". Então, veja. E toque. Ou bata. Ou apanhe. Ou admire. Ou pense... 

quinta-feira, 2 de junho de 2011



Eu nunca duvidei que toda violência é agressiva em suas várias extensões, mas me colocar dentro da câmera e captar com zoom "a cena" é um campo meio escuro e sádico, mas divido entre a vontade de firmar a marca destas cinco pessoas em ação. 




Minha sensação é de que algumas fotos aparecem como cicatriz. E outras como poder e força. E outras como garantias de que todos se mantém vivos até o final (e para depois dele). Vivos e alertas. Vivos e conscientes do papel e do script que a mente social impõe, ou não.

(foto Diego Zanotti)

fresquinhos...

novos extratos e vídeos!

comente!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Corredor Polonês

1º experimento
"vão gritar chega daqui a pouco pra você, você não vai se livrar, não vai conseguir... (sorrindo)
você acha?
acho.
mas isso é porque vocês são muito fortes, né?
brigado. sempre me dizem isso."


o que será que as pessoas esperam quando está pra começar? menina franzina entre 4 homens que se apresentam como fortes. a força que a mulher precisa pra se sentir segura, protegida, cuidada, amada, admirada, a fragilidade que o homem precisa pra demandar de seu poder e habilidade, alguém a quem manter, como bom projenitor. o cavalheiro e a donzela. mas....

no Corredor Cultural de Juiz de Fora o clima era de festa, de alegria, de abundância. várias coisas acontecendo ao mesmo tempo e a ânsia das pessoas que em nossa cidade não têm o hábito da grande quantidade de ofertas em tempo reduzido. quase meio noite, depois de várias cervejas, com os ânimos a caminho da subida, é anunciado nosso começo, e lá vão 4 cavalheiros a caminho da donzela. está tudo posto, em cima da mesa. já se sabe o que é esperado de cada um e não deveria haver surpresas. epa...! esquecemos de olhar embaixo da mesa...

a cada vez que vamos a público com a proposta desaprendo mais sobre todo esse complexo contexto das relações que envolvem homens e mulheres. quantas e quantas artimanhas são possíveis para a manutenção da lógica comum, até que ponto cada um é capaz de chegar pra garantir o seu lugar? vejo como é a outra extremidade dessa mesma linha, ela mesma, a da força e da fragilidade, do poder e da impotência, do caçador e da caça, da gana e do medo, da brutalidade e da sedução, as armas de início guardadas vão aparecendo e sendo tiradas uma a uma, ai que agonia, coitada, deixa ela sair, tá achando graça? não cede, ela é atriz!, ela vai quebrar, nossa, achei tão sexy, isso não mexe com você?, que isso, ela não sua, aqui dentro você só faz o que a gente permitir, e lá fora?? e lá fora??! há muito mais coisas entre o céu e a terra...

uma mulher, 4 homens, e um público sedento no entorno, com discurso de não aguento ou de quero mais, estão todos ali, cumprindo seus papéis, provocando, cedendo à provocação, alimentando com audiência, transitando entre outros afins.

tenho lido Nietzsche, sempre acabo tendo com ele. "Ver-sofrer faz bem, fazer-sofrer mais bem ainda". "Sem crueldade não há festa: é o que ensina a mais antiga e mais longa história do homem - e no castigo também há de muito festivo!" será que até castigo participa dessa festa? se sim, a quem será que cada um que está ali está castigando?

me coloco no lugar objetal que todos nós colocamos e somos tantas vezes colocados e várias vezes me vejo fora da roda assistindo e me impressionando com a cena, com o quanto de gozo o horror (ou a referência a ele) pode fazer brotar.

e acho que tudo fica tão vivo por vivermos tantas vezes com maior ou menor intensidade cada um daqueles gestos, daquelas reações, daqueles prazeres. reviver reafirma, independente de como isso vá reverberar (na busca continuidade ou mudança).

nesse ponto me vejo entre muitas tensões, de ideais utópicos a possibilidades concretas, desejos, possibilidades e impossibilidades (se é que estas existem) e precisamente aí, talvez a contra-gosto, não vejo como seguir sem voltar a Nietzsche "...essencialmente, isto é, em suas funções básicas, a vida atua ofendendo, violentando, explorando, destruindo, não podendo sequer ser concebida sem esse caráter."
difícil negar.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

processo Por Um Fio....

Neste momento, dentro do processo de produção da exposição fotográfica "Por Um Fio" (também em apresentação no Corredor Cultural), encontro com os vetores desejo x realidade, e a soma dos dois. A sensação até agora é de uma força a ser suportada na carga. Estou falando da violência da potência. Um estado único de criatividade capaz de trazer o caminho até nos pés. É  muito bom andar por aí...



exposição suspensa
“POR UM FIO”

Não há gravidade na queda.
Nem queda.

Fotografias de Diego Zanotti.
Dias 28 e 29 de maio, no CORREDOR CULTURAL
Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, 1° piso.
Juiz de Fora – MG

o Projeto no Corredor Cultural...

Nesta décima apresentação do A Sua Violência, A Minha Violência (terceira com minha participação em trabalho com o 2° e 3° experimento) penso no princípio da fotografia como denúncia e registro daquela violência em ação da performance. Diria ainda mais, diria que a minha sensação é de que a câmera é aquele “olho que tudo vê”, a presença de uma ferramenta que serve para tal: para incluir ou excluir vistas. É assim na violência nossa de cada dia, excluir ou incluir a imagem que te fere.

Este final de semana será mais um passo na experiência violenta de criar imagens. Materiais que se somarão à mostra fotográfica do Blog.
A câmera também exige um pulso firme…

para o Corredor

Vai ter violência no Corredor.

Venho aguçando cada vez mais meu olhar pro tema e me impressiona perceber como ele permeia as situações e nossas atitudes. Será isso do humano, de nossa cultura, de nosso tempo, será isso do meio em que eu vivo, será isso uma tendência do meu olhar atual? Independente de onde venha a resposta, me vejo violentada diariamente, e procuro perceber em que contribuo para esse ciclo, se o faço inconscientemente, se o faço por escolha.
Porque a violência também é uma escolha possível.
Busco a experiência de vivê-la sem moralismos ou preconceitos, com um olhar mais amplo de onde ela se encontra e do porquê a escolhemos aqui e ali.

No momento, sem maiores pretensões a não ser a observação.

No Cumbuca, pelo Corredor Cultural, vamos fazer os 3 experimentos. Me vejo agora, como a cada vez que vamos para o corpo a corpo, na contagem regressiva, tentando não adiantar o que pode vir e me manter aberta pro que possa aparecer. Já em exercício.

sábado, 21 de maio de 2011

Participação no CORREDOR CULTURAL - JF/MG

O Projeto estará no CORREDOR CULTURAL - Funalfa/Prefeitura de Juiz de Fora,
com o 1º, 2º e 3º experimentos.

Dia 28/05
sábado

1º e 3º experimentos: de 23:30 a 00:00
2º experimento: de 22:00 às 02:00

gratuito

Centro Cultural Bernardo Mascarenhas
Av Getúlio Vargas, 200 - Centro
Juiz de Fora/ MG

quarta-feira, 20 de abril de 2011

começando...

"O que é a humanidade, senão a imagem em ação;
Que revela ocultando e oculta revelando..."

Ao deparar com as funções humanas visivelmente roteirizadas através dos papéis sociais, me pergunto se a violência depende mais de mim, ou do outro. É nesta expectativa própria do enigma que sigo em diante neste novo espaço de experiência artística.
É neste sentido que sigo em frente com este trabalho que liga a imagem e a ação em suas múltiplas formas de intervenção, tanto estética quanto psicológica. O formato deste projeto cria, por si só, fórmulas de desejo e de vontade de se pensar e re-criar a ação. 
"a minha e a sua". 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

pra começar


Bastante expectativa pra essa fase do trabalho.
O projeto (e as discussões que o geram) sai de dois para muitos, e deixa à mostra suas entranhas pra quantos queiram examiná-las e se meter dentro delas. 
Me interessa especialmente esse modo de fazer, em que o pré e o pós se fazem vistos e disponíveis, deixando assim de ser o que são e passando ao status de obra.
Em consonância com o inacabado e com o risco de se estar inacabado já buscados com os experimentos, desejo colocar nesse blog as perguntas que me fazem, as respostas-perguntas com que retorno, e que possam elas por si mesmas suscitar muitas outras. Que as fissuras se multipliquem, abrindo espaço para a criação de outras mais.